segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Como Estudar Melhor e Aprender Mais

Entre as dezenas de requisições de Coaching que tenho recebido, encontrei mais uma bastante interessante, enviada por Geraldo Oliveira, de 46 anos, que decidiu estudar o Linux agora e está enfrentando algumas dificuldades.

Preparei então algumas dicas que facilitam o aprendizado e que podem ajudar não apenas o Geraldo, mas a todos nós, jovens ou nem tanto. Vamos lá!

1. Compare Os Conhecimentos Novos Com Os Antigos

Está cientificamente comprovado que a nossa memória é um processo que envolve todo o cérebro e que aprendemos e lembramos melhor das coisas quando conseguimos associá-las a memórias anteriores, sensações e emoções.

Esse é o motivo pelo qual os instrutores mais didáticos são aqueles que explicam as coisas comparando-as com outras que sejam de conhecimento de seu público. Então, explicações do tipo "se o computador fosse um carro, o processador seria o motor" não são idiotas: são perfeitas! E você precisa aprender a usá-las.

Então, quando estiver estudando qualquer coisa, sempre pare e pense: "com o que eu poderia comparar isso?" e faça associações entre o que você está tentando aprender com as coisas que você já conhece. Usar essa técnica fará seus estudos exigirem um pouco mais de tempo, mas em compensação o aproveitamento será muito melhor.

2. Faça Anotações, Mas Do Jeito Certo!

O pensamento humano não é linear nem sequencial. Por isso, anotações tradicionais, baseadas listas de marcadores, não são a melhor forma de representar informação para consulta futura.

Você com certeza deve saber o que são infográficos. Geralmente usados para apresentar estatísticas e curiosidades sobre um determinado tema, abusando dos recursos visuais como cores, imagens e ilustrações. Infográficos são um sucesso, e não é simplesmente porque são bonitos: é porque eles representam a informação de uma maneira que faz mais sentido para nosso cérebro, e por isso todo mundo entende! Bem ao contrário do que acontece quando as mesmas estatísticas são representadas em tabelas.

Mapa Mental
Portanto, suas anotações devem ser como infográficos: cheias de cores, desenhos, ilustrações. Esqueça o caderno pautado, compre um caderno de folhas brancas, canetas de várias cores, marcadores de texto e comece literalmente a desenhar a informação que você quer registrar para consultas futuras. Esse tipo de anotação é conhecido como Mapa Mental e você pode saber mais sobre ele neste artigo da Wikipédia.

3. Use A TPTN

TPTN é a sigla de um método de estudo que eu chamo de Teoria, Prática e Teoria Novamente. Trata-se de um processo de aprendizado que consiste em três etapas, a saber:

  1. Teoria: estude rapidamente o conteúdo que você separou, sem se preocupar em entender tudo com clareza. O objetivo aqui é ler rápido;
  2. Prática: tente realizar tarefas práticas relacionadas ao assunto estudado. Naturalmente, você deverá ter dificuldades em alguns momentos, por não se lembrar perfeitamente de um ou outro conhecimento que foi estudado anteriormente. Porém, como você já leu tudo, vai saber onde procurar por ajuda: no site X, na página N do livro Y etc, e então você vai...
  3. Teoria Novamente: ...estudar novamente o conteúdo que separou, focando somente no conhecimento específico que você precisa para conseguir executar sua tarefa.

Essa técnica funciona muito bem principalmente quando você está estudando algo que está fora da sua área de conhecimento. Tomemos como exemplo um caso real: eu não sou um desenvolvedor de software, mas há alguns meses precisei desenvolver uns scripts em Python. Precisei descobrir como executar uma determinada operação, fiz buscas e mais buscas no Google sem sucesso, porque não conhecia os termos técnicos adequados para fazer a pesquisa que me retornasse os resultados desejados.

Mas eu tinha um manual de referência em Python, daqueles de bolso. O que fiz então foi lê-lo de cabo a rabo, rapidamente. Não aprendi quase nada, mas gravei os nomes de diversos termos técnicos e consegui fazer pesquisas melhores, encontrando as respostas que precisava muito mais rapidamente. E, quando precisava estudar alguma coisa que era abordada pelo meu manual de referência, eu sabia que estava lá, pois já tinha lido tudo, só precisava abrir na página correta e estudar o assunto em detalhes.

Essas três dicas podem turbinar o aproveitamento de seus estudos, fazendo você perder menos tempo revisitando assuntos que já estudou antes mas não conseguiu fixar na mente.

E você, usa alguma técnica para otimizar o seu aprendizado? Fale sobre ela logo abaixo nos comentários. Um grande abraço e até a próxima!

2 comentários:

  1. Suas dicas são muito válidas , por isso vou retuitá-las.
    Acrescento a isso o esforço em buscar várias fontes de consulta (vídeos, artigos, livros, amigos, etc) para encontrar a melhor explicação para o seu entendimento. Para cada pessoa existe uma explicação adequada e esta é a busca que devemos fazer para uma aprendizagem mais significativa.

    ResponderExcluir
  2. Os mnemônicos, também chamados de abreviações ou algo assim. Por exemplo: as sete camadas do modelo OSI, isto é, AASTREF. Nem preciso dizer o que cada letra significa né?! rs.. Abraço, excelentes dicas as suas!

    ResponderExcluir

Muito obrigado por comentar. Seu comentário será publicado imediatamente.